Há algum tempo que eu queria fazes esse post, mas não dava tempo...e agora que eu arrumei tempo, cá está ele, pois não é preciso de datas para se falar de coisas lindas e eu também sigo sentimental e brega, então vocês já viram...
Londres tem dessas coisas. Quando você acha que já viu de tudo na cidade, ela dá uma risadinha e diz baixinho: "espera você ver isto aqui então...". Pois isto sempre me acontece, desde que cheguei aqui novamente, então eu já desisti de dizer que a conheço bem. E foi assim com o Hampstead Heath, que para quem não sabe, é um parque que fica lá no extremo norte de Londres ( e em um dos bairros mais ricos também, o Hampstead). O bairro é meio fora de mão, não é um lugar pelo qual você costuma passar, mas quase não acreditei quando cheguei ao parque e me deparei com uma área de mata nativa no meio da cidade.
O Heath ( como os ingleses o apelidaram) é um parque abençoado. Além da preservação da mata, há campos verdes para fazer piqueniques, lagos (em um deles é possível tomar banho!), uma luz maravilhosa para tirar fotos e...NENHUM barulho de cidade para te lembrar que estamos em uma das maiores metrópoles do mundo. É como se entrar no parque significasse fechar uma porta na cara do corre-corre urbano. São tantas árvores e tantas flores, que fica difícil escolher, mas passei horas fotografando uma em especial, que traduz todo o charme do lugar, como vocês podem ver nas fotos...
E o mais querido também, é que todos os bancos do parque, são presenteados por famílias da região, que gravam o nome dos entes queridos que já faleceram, mas adoravam ali.
Para completar, neste dia enquanto estava voltando, ainda me deparei com uma cena insólita, mas que me deixou toda boba também: esse coelho de pelúcia, sentado na esquina de uma das ruas mais bonitas de Hampstead, meio que esperando o dono...não é lindo? Eu achei.
Para quem quer visitar o Heath, a estação de metrô mais próxima é a Hampstead, ou pelo overground, Hampstead Heath.
...em dias de sol, sorrir para tudo e para todos.
...em dias cinzas, se permitir ser cinza também.
...dar bom dia para qualquer um na rua.
....chamar todo mundo de "love".
...ser chamado por todos de "love";
...pubs, pubs, pubs.....se importar com a família real.
...fingir se importar com a família real.
...não jogar nunca lixo no chão.
...ouvir 30 línguas diferentes dentro do ônibus.
...ouvir "sorry" 50 vezes por dia.
...dizer "sorry" 50 vezes por dia.
...achar o Tesco o máximo.
...ter a certeza de que mesmo que você saísse pelado na rua, ninguém iria te incomodar.
...sapato Oxford.
...ter sentido certo para ir e vir nas estações de metrô.
...sempre ir no sentido certo nas estações de metrô.
...esperar nas laterais do vagão e somente entrar depois de quem precisa sair.
...ficar parado somente no lado direito da escada rolante, para dar passagem aos que estão com pressa pelo lado esquerdo.
...em dia de folga, piquenique a tarde toda no parque.
...em dia de trabalho, preferir - mesmo de terno e gravata - sentar num parque, tirar os sapatos e almoçar no chão.
...disputar roupa nas araras de promoção.
...encontrar o Jamie Oliver almoçando no mesmo restaurante que você.
...quando calor, colocar o biquíni e deitar em qualquer espaço verde que tiver.
...nunca ter visto um temporal na vida.
...brechós, brechós,brechós.
...experimentar roupa em qualquer canto da loja mesmo, para evitar a fila do provador.
....caminhar, caminhar, caminhar.
...programar a jornada de transporte pelo TFL.
...punks, neo-hippies, anarquistas e yuppies frequentando o mesmo local.
...ter a certeza de que qualquer restaurante italiano sempre vai ser bom.
...a festa terminar à uma da manhã.
...voltar da festa de ônibus.
...beber cerveja de manhã.
...ter sempre o Oyster na carteira.
...Topshop, Accessorize, Zara, H&M, River Island, New look, Mango, Whistles, Bershka, Urban Outfitters, Boots...
...ver flores de tipos que você nunca viu na vida, por todos os cantos.
...shows, shows, shows.
...ficar impressionado com o prédio do Parlamento.
...ficar decepcionado com o Palácio de Buckinghan.
...ter sempre um casaco na bolsa.
...comer em mercados de rua.
...dizer pelo menos uma vez por semana: "mas ô cidade que é bonita".
Aos poucos, vou adicionando mais coisas.
Postado em inglaterra, Londres, Mix, nonsense, tursimo
Se tem um lugar que eu sempre quis experimentar em Londres é o restaurante Sarastro, provavelmente um dos espaços mais over the top e extravagantes que você vai encontrar na cidade. Um cruzamento de Moulin Rouge com show burlesco de Las Vegas, o lugar se auto-proclama "the show after the show", por ficar bem no miolo de Covent Garden e ser próximo de quase todos os teatros do West End britânico. Justiça seja feita, o lugar é mesmo um show à parte, com as centenas de lustres e abajures Tifanny pendurados por tudo, cadeiras coladas no teto, paredes douradas e tudo muito, mas muito trabalhado no veludo vermelho.
A dramaticidade do lugar já vale a visita, e sentar para uma refeição lá é um festival para os olhos, e para os outros sentidos também: os pratos são bem bacanas (com uma vibe mediterrânea), e não são caros - o jantar de dois tempos com vinho custa uns 25 pounds. Nos finais de semana ainda há shows tão improváveis para o local quanto a própria decoração, com tenores e sopranos cantando clássicos de Óperas, um Chucky Berry cover entoando clássicos da Motown e até uma Orquestra viajante Húngara.
Para saber mais sobre o Sarastro, é só acessar o site do restaurante (que não faz jus ao lugar, vale dizer): http://www.sarastro-restaurant.com , ou passar lá pessoalmente, na Drury Lane, número 126.
Postado em comida mediterrânea, inglaterra, Londres, Reino Unido, restaurantes, Sarastro
Em qualquer cidade, há lugares pelos quais você transita que adoraria poder passar todos os dias, se houvesse oportunidade. Londres é atravessada ao meio pelo rio Tâmisa, e atravessar pontes é tarefa que todo mundo, visitantes e moradores, fazem diariamente, seja a pé ou motorizado. São dezenas delas, velhas e novas, lindas e feias e, se eu pudesse escolher uma única ponte, uma ponte só - dentre as dezenas que ligam a cidade - era pela ponte de Waterloo que eu atravessaria o rio todos os dias.
Ela não é a mais bonita, nem de longe a mais moderna, muito menos a mais descolada. Mas foi a primeira ponte que eu atravessei quando cheguei pela primeira vez aqui, e a imagem mais emblemática para se guardar de Londres: de um lado o parlamento, o Big Ben e a London Eye em um só cartão postal. Do outro, uma vista panorâmica do centro financeiro da cidade, com o famoso prédio "Gurkin" na paisagem. No lado sul, aos pés da ponte, dois dos maiores centros culturais ingleses, o National Theatre e o Southbank Arts Center. No lado norte, a passagem de entrada para a adorável Shaftesbury avenue.
Eu sempre tive a impressão de que até a posição solar é privilegiada ali, e o sol bate diferente nos prédios e na água, como se todo à momento fosse O momento para se tirar uma foto ( à noite, com a lua também é assim!). Eu costumo dizer que, é o local pelos quais as pessoas passam para se darem conta de que estão em Londres mesmo. Eu quase sempre arrumo uma desculpa para ter de atravessá-la. E é sempre igual: eu caminho até o meio, paro. Sorrio para os dois lados, suspiro, e sigo no emaranhado da cidade.
| De um lado... |
| ...e do outro! |
![]() |
| Vista da beira do rio! |
Postado em inglaterra, Londres, Mix, turismo
Taí uma coisa que todo o fã de Beatles que se preze quer fazer pelo menos uma vez na vida: ir para Liverpool, ver o tal tubo de ensaio de onde saiu a maior banda de rock de todos os tempos. É um passeio pra lá de kitsch e turístico, mas não menos delicioso e fantástico por isso, e para qualquer adorador de música, é diversão - e emoção - garantida. Afinal, foi naquelas ruas, naqueles pubs e docas que John, Paul, George e Ringo cresceram e criaram os primeiros álbuns do grupo que sem dúvida é dono da melhor discrografia da história da música contemporânea.
Eu - pouco fã de sou - tive a oportunidade de ir à Liverpool duas vezes, uma em um dia normal e outra em data comemorativa: Beatles Day (10 de julho) na cidade! De um jeito ou de outro, o passeio bom mesmo é feito pra durar um dia, ou se preferir dois, esticando a noite nos shows que acontecem no icônico Cavern Club. Saindo de Londres, o trem demora cerca de 2:30 para chegar ao destino e -voilá!- lá está você na terra dos fab four!
Eu - pouco fã de sou - tive a oportunidade de ir à Liverpool duas vezes, uma em um dia normal e outra em data comemorativa: Beatles Day (10 de julho) na cidade! De um jeito ou de outro, o passeio bom mesmo é feito pra durar um dia, ou se preferir dois, esticando a noite nos shows que acontecem no icônico Cavern Club. Saindo de Londres, o trem demora cerca de 2:30 para chegar ao destino e -voilá!- lá está você na terra dos fab four!
A primeira impressão pra quem chega lá - segundo o que ouvi de muita gente - é achar a cidade cinza e enfumaçada...mas não deixe esse pessoal que diz isso te enganar: Livepool é linda, muito antiga, muito maior do que você pensa e dona do povo mais simpático que eu já vi na minha vida. É ali que a frase da música Penny Lane, "...where all the people that come and go, stop and say hello", faz todo o sentido. Você sempre vai encontrar alguém disposto a te ajudar, apontar direções, ou jogar conversa fora. O pessoal mais velho da cidade então, adora bater um papo com aquele sotaque scouse querido e muitas vezes, mesmo você não pedindo, moradores te param na rua para saber se você quer alguma informação.
Acho que a primeira coisa a fazer quando se chega na cidade, é ir ao centro de informações local. É lá que você encontra tudo que precisa saber sobre os passeios, compra gadgets e souvenirs (quem nunca, né?) por um preço mais barato, e pode garantir o ingresso para o Magical Mistery Tour, ônibus que leva você aos pontos turísticos relacionados aos Beatles. O passeio não é lá essas coisas, porque não pára em todos os lugares e você fica vendo algumas coisas pela janela, sem contar que, quando pessoal desce, é aquele monte de gente amontoada tentando tirar foto local. Mas eu recomendo que se faça mesmo assim, pra você se situar nos pontos, que são bem distantes um do outro. As casas onde nasceram e moraram os rapazes, por exemplo, ficam bem longe uma das outras:
Depois do passeio - que dura umas duas horas e termina no Cavern club! - eu recomendo comprar a passagem de um dia de ônibus comum (Lá no centro de informações mesmo!) e ir solo aos lugares que você quer ir com mais calma. Para mim, ir sozinho até a rótula da querida rua Penny Lane, e aos portões de Strawberry Fields são passeios obrigatórios. Chegar por conta própria em Strawberry Fields é a sensação mais indescritível do mundo, e o lugar, abençoado. As ruas dos subúrbios de Liverpool são lindas e a luz do local, uma benção pra tirar fotos fantásticas e para os mais empolgados (como yo!), derramar algumas lágrimas.
Depois desses pitstops, vale caminhar pelas docas da cidade, e finalmente, no final da tarde retornar ao Cavern Club, que fica na Mathew Street (ou em Vox Populi, a Beatle Street!) para uma pint e um bom show de rock com alguma banda cover local, não sem antes dar uma olhada nas lojas de discos que tem na região. Se você quiser dar uma de mais de turistão ainda, saindo do Cavern você se hospeda no A hard day´s night, hotel temático que fica quase na frente do bar.
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| 1.Um dos primeiros bares em que os fab four tocaram/2. Dispensa apresentações!/3.Tijolos com nomes de todos os artista que já tocaram no Cavern!/4. Hora do chá no A hard day´s night hotel! |
Para saber mais sobre Liverpool e como chegar lá:
Site dos trens ingleses (parar na estação de Liverpool-Lime Street) - http://www.nationalrail.co.uk/
Site oficial da cidade - http://www.visitliverpool.com
Site do Hotel A hard day´s night - http://www.harddaysnighthotel.com/
Postado em beatles, inglaterra, liverpool, Paul Mccartney, strawberry fields, turismo
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